
EXERCÍCIO 36: Determine o ponto em comum às retas AB e CD sendo A(-1;0), B(1;3), C(4;4) e D(2,1).
Estava lá eu e minha melhor amiga, a Preguiça, lutando contra a lição de geometria analítica. Ato executado mecanicamente, ora pensando na letra de “Florentina” do Tiririca, ora com alucinações da Dilma de travesti com uma metralhadora na mão. De repente, eu me deparo com o absurdo! Não, ele não estava de capa preta e nem com uma foice na mão. Ele também não é um holograma colorido de 7 dimensões no vácuo. Minha lapiseira estava escrevendo um sisteminha matemático que em adição dava 0 = 7. Ok, here we go again! É, o absurdo não chamou muito a atenção. Essa é aquela hora que o cérebro pede para deixar da escrivaninha, à francesa, para abrir a geladeira e roubar uma fatia de presunto ou assistir um trechinho empolgante da novela mexicana da REDETV com a vovó que tem hérnia. Ao invés disso, fui pesquisar um nome legal pro meu novo blog.
Pesquisei na wikipédia, folhei a Scientific Americam, a Ciência Hoje, até a Caras,; fucei blogs e blogs, perguntei para bobos, fiz combinação de palavras (Ex: odnaeamateriaorganica.com, bilhõesebilhõesdegases.blogspot, combinatóriadeestrelas.org) nada surgiu que não fosse porco e aprofundasse mais minha depressão de meio de poço.
Algumas luas ulteriormente.
Esquecido o exercício e o absurdo.
Hiper-mega-master encucada com o nome do blog, enfiei a cuca no índice do Cosmos, um livro de astronomia. Cap. I – Fronteiras do Oceano Cósmico , Cap. II – Uma voz na Fuga Cósmica... Depois de treze capítulos, aquela famosa parte que não serve pra bosta nenhuma.
Órgão vestigial, o apêndice 1 – “REDUCTIO AD ABSURDUM e a raiz quadrada do dois”
Wow, nomes em latim, excentricamente empolgante. Go ahead.
Fui ler o bagulho. É algo simples que usamos comumente para demostrações ou para provar que uma asserção (proposição que se tem como verdadeira) é balela-besteirol!
Vou explicar, é o seguinte. Você tem um fato. O fato 37 da sua vida: “Eu não gosto de chupar chuchu.”
Por retuctio ad absurdum deixo você sem chuchu três meses e anoto no meu caderninho mau as quantificações e observações.
1º QUINZENA: Você não sai mais às terças-feiras a noite, começa a se interessar por filosofia e sente muito por, na época da escola, você ter dificuldades com o clássico tema de composição: “Meu dia no Zoológico”
2º QUINZENA: Sua relação com a sua tia-avó não é mais a mesma, você se ausenta do passeio de fim de tarde ao Carrefour, pois não tem mais vontade de retirar os glúteos do sofá após as 17h30. Consequentemente, ela corta seus R$15,00 mensais.
3º QUINZENA: A hora do almoço é uma mera hora de tédio do seu dia. Você não sai mais para almoçar, trás marmita fria. O excesso de vagem e beringela é constatado pelos colegas de trabalho, mais especificamente os contadores.
NOITE DE SÁBADO DA 4º QUINZENA: Acontecimento notável durante a comemoração do aniversário do primo rico, no restaurante Fazano. Deselegantemente, você, que não tem modos nenhum, é o cafona e esquisitão da família, pega um punhado de purê de cenoura e esfrega na cara da sua prima patricinha pelo comentário: “Abdicou do chuchu?” Agora você é o fanfarrão da família. Será lembrado por 7 gerações ou mais. Importe-se.
Algumas hipóteses já podem ser levantadas.
5º QUINZENA: Você se vê na frente de seu computador, no site www.clinicabemestarbrasileiro.com.br, preenchendo o cadastro e escolhendo a terapia desejada entre: Introdução a Hostilidade, Hostilidade Intermediária, Ira Avançada.
6° QUINZENA: Recolhimento de dados em casa. Sua caixinha de remédios tem menos Cataflan e Rinosoro do que o comum, e mais Prozac do que o comum. Pela sua geladeira transborda gorduras insaturadas, açucares e pilhas e pilhas de legumes, entretanto você perde peso em progressão geométrica. No seu diário de infância, com uma marcador especial, você explica seu trauma pela redação do zoológico por sua congênita gana de dissertar sobre “Meu chuchu predileto” que a tia Maricota te coibiu. Em sua estante de livros é encontrado: “Propriedades medicinais do chuchu”, “Como alcançar o Nirvana com seu chuchu” e “Manual dos chuchus africanos subsaarianos” e na sua gaveta com uma fita crap escrito "sacanagens", nada mais nada menos que o próprio: O CHUCHU!
Eis o absurdum! A contradição. Analisamos todas as consequências de uma idéia que é falsa e encontramos o absurdo no final. O absurdo (você ter um chuchu para fazer sacanagem) que é consequência da afirmação de que você não gosta de chupar chuchu prova que esta mesma é falsa, pois ela se contradiz. Algo comum entre os gregos antigos. Expressão usada por Aristóteles. Entre matemáticos e cientistas em geral, atualmente. Algo inerente as famosas lei da não-contradição ou lei do meio excludente.Usado por Pitágoras para prova a irracionalidade da raiz de 2.
Se houver interesse no assunto, está é a prova: http://www.youtube.com/watch?v=Gdb7zocliRM
Essa é basicamente a idéia do blog, reduzir idéias idiotas do nosso cotidiano ou oposto de idéias coerentes ao absurdo. Da forma mais racional e se possível, exata, com equações, estatísticas, teorias.
Digo adeus, com carinho, ao meu velho blog “Divagando...” que eu só usava pra falar de mim e desejo a esse novo recanto milhares de excelentes divagações.
Muita, muita merda. Um caminhão de esterco pra nós. Que quebremos a perna, o braço, a clavícula e destendamos variegados músculos.
Suerte, hombres.
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